A
CRISE ENTRE CATÓLICOS E ISLÂMICOS
A fala de Bento XVI numa universidade na Alemanha citando
um texto medieval, que segundo o próprio líder
da Igreja Católica, não expressa o seu pensamento
pessoal, acabou sendo mal interpretado pela comunidade muçulmana
como ofensivo e despropositado, está desencadeando
forte reação dos seguidores do profeta Maomé
que já causaram prejuízos materiais com a
depredação de Igrejas e a molrte de uma religiosa
no Oriente.
O
Papa cita um texto do século 14, em que o imperador
bizantino Manuel II Paleólogo dizia que os ensinamentos
do profeta Maomé – fundador do Islã – eram
maus. "Mostre-me o que Maomé trouxe de novo
e você encontrará apenas coisas más
e desumanas, como a ordem de dessiminar a sua fé
pela espada", afirmava o texto.
Se
Sua Santidade exagerou na fala, por outro lado, não
daria direito aos seguidores radicais do islanismo, sairem
matando, como fizeram com uma religiosa e ateando fogo em
igrejas católicas, abrindo uma crise muito séria
entre as duas facções religiosas. Precisamos
acalmar os ânimos. A gente sabe que a religião
islâmica não prega a violência. O que
existe são grupos esturrados e intransigentes que
preferem a reação pela violência do
que pelo diálogo. Essa guerra santa que se estabeleceu
entre o Vaticano e Maometistas é a prova de que até
mesmo entre os grandes, os mais sábios, falta-lhes
o bom senso e o cumprimento do primeiro mandamento da Lei
de Deus: "Amais-vos uns aos outros como eu vos amei".
É
o que está faltando a humanidade!
Mas, as eleições já estão ás
portas de sua realização, dia 1º. De
outubro. Faltam menos de duas semanas.
Em
outra ocasião disse que a escolha do presidente da
República seria decidida pelos mais pobres, pela
obviedade do ambiente que se criou para tal. Nada contra
quem é pobre, mas temos que reconhecer que a maioria
neste país é pobre, e nesse contigente de
pessoas está a maioria dos votos, cujo percentual
pende, pelo menos até aagora mais para o candidato
Lula. O próprio presidente reconhece que não
é simpático na classe média e alta
deste país.
Numa
entrevista ao jornal Folha de São Paulo, concedida
no interior do avião que o levou neste fim de semana
para o Nordeste, Lula disse que a "única"
frustração que enfrenta hoje é a falta
de votos entre as camadas ricas da população,
que "ganharam dinheiro como ninguém" em
seu governo. As empresas ganharam mais que os bancos, disse.
Por outro lado, o presidente candidato a reeleição
está furioso com várias coisas que aconteceram
recentemente: a trapalhada do PT no caso da compra de um
dossiê que supostamente envolve José Serra
com a Máfia dos Sanguessugas; ás declarações
do ministro Marco Aurélio de Mello, presidente do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicadas pelos jornais,
sobre o grampo dos telefones em seu gabienete e ás
cartilhas.
Ao
ministro Márcio Thomaz Bastos, da Justiça,
Lula deu ordens expressas: que a Polícia Federal
vá fundo na investigação da compra
do dossiê, apontando e prendendo quem for necessário.
Quanto ao que disse o ministro Marco Aurélio, Lula
não tem nada a fazer - além de detestá-lo
cada vez mais.
Marco
Aurélio e mais dois ministros do TSE tiveram seus
telefones grampeados. E a propósito, disse o ministro
Marco Aurélio:
-
Se o grampo partiu de um particular, é condenável.
Se partiu do Estado, merece excomunhão maior. (...)
Quando um ministro do Supremo é bisbilhotado, é
sinal de que estamos vivendo uma época de verdadeiro
terror.
Ao
dizer o que disse, Marco Aurélio contribuiu para
que prospere a suspeita de que o grampo possa ter sido feito
por ordem do Estado. Quer dizer: do governo. O que configuraria
a "época de verdadeiro terror" que "estamos
vivendo".
Lula
acha que o ministro não poderia ter ido tão
longe sem ter evidências ou a certeza de que o grampo
foi patrocinado pelo governo. Deu munição
para que a oposição ataque o governo - e ela
já começou a atacar.
Há
pouco, em discursos no Senado, Heráclito Fortes (PI)
e José Jorge (PE), esse vice de Alckmin, exploraram
os dois episódios - o do dossiê e o do grampo.
(19.09.2006)